- Um funil tem quatro partes: atrair, convencer, lembrar e atender.
- Google captura quem já procura; Meta lembra quem visitou e não converteu.
- O lead costuma se perder depois do formulário, na demora da resposta.
A cena se repete em muitas empresas: a campanha vai ao ar, os cliques chegam, a verba acaba e as vendas não aparecem. A conclusão costuma ser "anúncio não funciona para o meu negócio". Quase sempre, o que não funcionou foi o resto do caminho.
Mídia paga é só a porta de entrada. Para virar venda, ela precisa de um funil.
1. Atrair: quem já está procurando
No Google, a campanha de pesquisa aparece para quem digitou o problema. É o público mais quente que existe: a pessoa já quer resolver. O segredo está nas palavras escolhidas. "Comprar", "locação", "orçamento" e "preço" indicam intenção; termos genéricos trazem curiosos.
No Instagram e no Facebook, o anúncio interrompe quem não estava procurando. Funciona para apresentar a marca, mas pede uma mensagem mais forte e um público bem definido.
2. Convencer: a landing page
Mandar o clique para a página inicial do site é o desperdício mais comum. Quem clicou em um anúncio sobre locação precisa cair em uma página sobre locação, com:
- um título que repete a promessa do anúncio;
- os benefícios em linguagem do cliente, não em ficha técnica;
- respostas às dúvidas que travam a decisão: preço, prazo, instalação, suporte;
- uma prova: cliente atendido, número, depoimento;
- um formulário curto ou botão de WhatsApp, visível o tempo todo.
3. Lembrar: remarketing
A maioria das pessoas não pede orçamento na primeira visita. Em venda entre empresas, quem pesquisa costuma comparar fornecedores e consultar outras pessoas antes de decidir. O remarketing mostra anúncios só para quem já esteve na página, reforçando um diferencial ou trazendo um caso de cliente.
No Google Ads, esse recurso hoje aparece com outro nome: "seus dados", organizado em segmentos de dados. E há um limite que pega negócios pequenos de surpresa: a plataforma só exibe anúncios para segmentos com mais de 100 usuários. Se a página recebe pouca visita, a lista demora a ficar ativa, e vale começar a formá-la desde o primeiro dia de campanha.
É a parte mais barata do funil e a que mais gente esquece de ligar.
4. Atender: onde o lead se perde
O formulário foi preenchido. Daqui em diante, a velocidade manda. Um contato respondido no dia seguinte já conversou com o concorrente.
- Mensagem imediata: uma resposta automática de boas-vindas no WhatsApp, avisando que o pedido chegou.
- Pergunta de qualificação: qual o segmento, o tamanho da operação, a urgência.
- Retomada: se a pessoa sumir, uma mensagem dois dias depois e outra na semana seguinte.
- E-mails de apoio: uma sequência curta explicando o produto e quebrando objeções.
Antes de aumentar a verba, descubra em que etapa as pessoas estão desistindo.
O que medir em cada etapa
| Etapa | Pergunta | Indicador |
|---|---|---|
| Anúncio | As pessoas certas estão clicando? | Taxa de cliques e termos de busca |
| Página | Quem chega pede contato? | Taxa de conversão |
| Remarketing | Quem saiu está voltando? | Conversões de retorno |
| Atendimento | O contato vira proposta? | Tempo de resposta e leads qualificados |
Custo por lead baixo não significa nada se o lead não fecha. A conta que importa é quanto custa cada venda, e ela só aparece quando o funil está inteiro.
Fontes
- Ajuda do Google Ads: segmentos de dados de visitantes do site, consultada em 10 de outubro de 2026.
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